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Filosofias e blá blá blá.

QUARTIER LATIN

Dançar é humano

Por estranho que possa parecer, a Dança é uma atividade do ser humano tão natural quanto caminhar ou correr. Ao longo da História, desde a sua origem, a Humanidade dança. A finalidade dessa ação muda ao longo das civilizações, porém sempre foi vital.

É fácil perceber isso. Basta observar um bebê com meses de vida e sua reação imediata ao ouvir uma música ritmada. Até onde sua coordenação motora o permite, o bebê move-se ao som da melodia, gesticula e procura harmonizar estes movimentos com a cadência da divisão musical. Tudo com evidente prazer. E esta última constatação é fundamental. Dançar é um ato de prazer!

Quem não dança em bailes de salão ou diz não gostar deles, na verdade apenas manifesta bloqueios corporais que nada mais são do que reflexos físicos de outros bloqueios emocionais. Várias escolas de Psicologia – quase todas – incorporam em suas técnicas terapêuticas algum tipo de trabalho corporal, nos sentido de libertar o paciente de sua carapaça corpórea. É exatamente isso: a Dança liberta!

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Se considerarmos o ato de dançar num sentido mais amplo, mesmo um baile de Carnaval

– que consiste apenas em pulos e saltos num ritmo constante – é uma manifestação de liberdade. Aliás, neste aspecto, a Dança sempre esteve incorporada a diferentes rituais, religiosos, guerreiros e outros, nas civilizações e raças, ao longo dos tempos. Dessa forma, transcende o ato de expressão individual para ser um ato coletivo de manifestação social.
Como arte, é interessante notar a forma como a Dança acompanhou os movimentos estéticos de outras modalidades e como representou um importante papel nas rupturas socioculturais da História. Os exemplos são abundantes: Isadora Duncan rompendo o rigor estético dos Clássicos; Nijinski propondo revoluções coreográficas que escandalizaram o público do seu tempo; Martha Graham desenvolvendo novas linguagens corporais ao consolidar o balé moderno; Pina Bausch fundando o conceito da Dança Teatro assim como tantas outras Companhias representantes do Pós-moderno na Dança, com suas coreografias extraídas dos movimentos cotidiano ou do revolucionário Butô japonês.
Como ser possuidor de alma, sujeito a emoções, o Homem necessita de liberdade e mecanismos de expressão que permitam livre curso a estas energias psíquicas. Isto é tão vital para ele, quanto o alimento o é para o físico.

A Dança sempre existiu na Natureza. Mesmo os animais exibem rituais de acasalamento que são autênticas coreografias. O Homem simplesmente descobriu que a dança é o melhor veículo para libertar-se e manifestar o prazer desta liberdade.

Dancemos pois!!

escrito por: Marisa Ballarini

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